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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Vaticano pede que vítimas de padres pedófilos vejam Igreja como aliada


O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, pediu às vítimas dos padres pedófilos que vejam a Igreja Católica como uma possível aliada em seu combate a este problema que abala o Vaticano, em uma carta não-oficial entregue aos organizadores de uma manifestação realizada neste domingo 31 de novembro no vaticamo.

Nessa carta, Lombardi recorda que "a praga dos abusos sexuais é um dos grandes males do mundo atual" no que diz respeito à Igreja Católica.

No entanto, o padre Lombardi afirma que "o que aconteceu na Igreja é apenas uma pequena parte do que aconteceu e continua acontecendo no mundo inteiro".

Lombardi convida as vítimas de abusos de sacerdotes a "unir suas forças às da Igreja e a ver a Igreja cada vez mais como uma possível aliada".

Também reconhece que os procedimentos de investigação e intervenção no caso de abusos devem ser mais rápidos e eficazes, mas enfatiza que "a Igreja já fez e faz muito".

"A maior parte dos crimes pertence ao passado", insistiu.


Curioso que a igreja queira agora unir forças com as vitimas de abusos, mas como confiar numa organização que neste mesmo passado, (onde querem deixar os escandalos) eram coniventes com tais abuso e seus sacerdotes nunca eram punidos. e se não fosse divulgado tais abusos seguiriam seguramente abusando de crianças.


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

França tem 9 padres presos e 51 indiciados por pedofilia

A Igreja Católica anunciou nesta quarta-feira (20) que havia nove sacerdotes presos por atos de pedofilia e 51 acusados na França, país que não esteve envolvido em escândalos de pedofilia em grande escala nos últimos anos.

Segundo uma investigação realizada pela Conferência Episcopal da França (CEF), nove sacerdotes estão presos por casos de pedofilia, 51 são acusados e 45 acabaram de cumprir sua sentença, revelou a Igreja em entrevista.

A França contava em 2008 com 19.640 sacerdotes em exercício. A Igreja não informou a duração das penas dos sacerdotes que estão atualmente na prisão.

A CEF publicou em 2000 uma primeira versão deste documento, sob a forma de um folheto destinado a dar "referências aos educadores".

Este documento foi concluído integrando, entre outras coisas, as evoluções do direito e o que prevê o Direito Canônico, vigente na Igreja. Este estipula, por exemplo, que quem estuprar um menor de menos de 16 anos seja destituído de suas funções no seio da Igreja.

A obra detalha como devem se comportar com os jovens, define os atos pedófilos, como prevení-los e como "atuar e reagir" (entre outros, como e a quem denunciá-los).

Em 2000, a Igreja católica francesa estava sendo investigada pela justiça por não ter "denunciado atos pedófilos" cometidos por um bispo.

Naquele ano, a pedofilia entrou na ordem do dia da assembleia plenária de bispos. A CEF criou um "grupo de vigilância" e decidiu publicar um folheto pedagógico.

Na França, nos últimos anos não veio à tona nenhum escândalo em grande escala que envolvesse a Igreja, ao contrário do que ocorreu nos Estados Unidos, na Irlanda e na Bélgica.

Entretanto, foram divulgados diversos casos de pedofilia nos quais religiosos estavam envolvidos.